quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

OPINIÃO - ANO XXIII - Nº 248 JAN-FEV 2017

Allan Kardec, há 150 anos
“Os Espíritas são
Livres-Pensadores”

Dois artigos de Allan Kardec, publicados há exatos 150 anos, em janeiro e fevereiro de 1867, definiram com clareza o caráter livre pensador do espiritismo e de quem, livremente, aderisse às suas propostas.


“Quem não se guia pela fé cega é um livre-pensador”
Em janeiro de 1867, na “Revista Espírita”, Allan Kardec publicou longo artigo sob o título de “Olhar Retrospectivo sobre o Movimento Espírita”. Entusiasmado com o avanço das ideias espíritas e otimista quanto a seu futuro, observava que “o Espiritismo ligou a si todos os homens nos quais essas ideias estavam, de certo modo, no estado de intuição”, e chegou a definir a existência de duas grandes correntes de ideias em que poderia, genericamente, se dividir a humanidade: o espiritismo e o materialismo. Mesmo assim, admitiu que essas duas grandes categorias se fracionavam “numa porção de nuanças”. A seguir, então, o fundador do espiritismo arrolou nada menos do que 15 tendências de pensamento e suas afinidades ou oposições relativamente à proposta espírita. Ali aparecem, por exemplo, os “fanáticos de todos os cultos”, os “panteístas”, “os crentes não satisfeitos”, “os incrédulos por falta de algo melhor”, os “deístas”, culminando com o que ele classifica como uma “nova denominação pela qual se designam os que não se sujeitam à opinião de ninguém em matéria de religião e de espiritualidade, que não se julgam ligados pelo culto em que o nascimento os colocou sem seu consentimento, nem obrigados à observação de práticas religiosas quaisquer”: Eram, segundo ele, os “livres pensadores”. Nessa categoria, Kardec situava explicitamente os espíritas: “Todo homem que não se guia pela fé cega é, por isso mesmo, livre pensador” e “a este título os Espíritas também são livres pensadores”, escreveu (grifo nosso).

“Antes de crer é preciso compreender”
A temática do livre pensamento seria objeto de novo editorial da revista dirigida por Allan Kardec, no mês seguinte, fevereiro de 1867. Desta feita, para admitir a existência de duas categorias de livres pensadores: a dos incrédulos acerca das chamadas questões metafísicas, e a dos crentes. Mas, a crença desses livres pensadores, onde estariam incluídos os espíritas, segundo Kardec, tem um sentido diverso ao da fé religiosa: “É o Espiritismo, como pensam alguns, uma nova fé cega? Por outras palavras, uma nova escravidão do pensamento sob uma nova forma?”, pergunta, para logo esclarecer: “O Espiritismo estabelece como princípio que antes de crer é preciso compreender. Ora, para compreender há que usar o raciocínio”. Para Kardec, os espíritas “são mais céticos do que muitos outros, em relação aos fenômenos que escapam do círculo das observações habituais” e que não partem de nenhuma “teoria preconcebida ou hipotética”, mas da “experiência e observação dos fatos”.

Na análise que fez do livre pensamento, Allan Kardec consignou que “na sua concepção mais larga, ele significa livre exame, liberdade de consciência, fé raciocinada” e “simboliza a emancipação intelectual, a independência moral, complemento da independência física”. “Nesse sentido”, completou, “O livre pensamento eleva a dignidade do homem, dele fazendo um ser ativo, inteligente, em vez de uma máquina de crer”.
 E foi assim que, dois anos antes de desencarnar, Kardec retratou o autêntico espírita: o espírita livre pensador.





O todo e a parte
Não houvesse o espiritismo se transformado, contra o expresso entendimento de Allan Kardec, em uma nova religião, a qualificação de todos os seus adeptos como livres pensadores seria algo absolutamente incontroverso.
No multifacetado universo dos espíritas, entretanto, onde pontificam os “espíritas cristãos e evangélicos” e, em seu séquito, um sem número de tendências místicas, com nuanças as mais variadas, quase todas entronizando a fé religiosa e a irrestrita submissão a médiuns oficializados como “mensageiros dos céus” ou intérpretes de um seleto clube de “espíritos superiores”, pouco espaço restou para o cultivo do pensamento livre, plural e coletivamente construído.

Desse quadro também resultou que se fizesse, igualmente, letra morta uma outra recomendação de Allan Kardec: a de que o espiritismo estivesse sempre e permanentemente aberto à atualização do conhecimento. Uma coisa é consequência da outra, pois a fé religiosa tem como objeto as chamadas verdades eternas, insuscetíveis de atualizações, modificações, contestações ou debates. “Credo quia absurdum” (creio porque é absurdo), dizia Santo Agostinho, referindo-se à fé nas “revelações divinas” contrárias à razão.

Enfim, ser livre pensador espírita e espírita progressista, condições que deveriam ser essenciais a qualquer adepto da filosofia sistematizada por Allan Kardec, passaram, no decurso do tempo, a caracterizar não o universo espírita como um todo, mas, apenas e tão somente, uma parcela, um segmento do movimento espírita. Segmento, aliás, cujo pensamento e cuja prática contrastam em inúmeros aspectos com o que se convencionou denominar “religião espírita”.

Na verdade – e Kardec percebera claramente isso -, religião e livre pensamento, fé religiosa e progresso de ideias são coisas inconciliáveis. Cabe, pois, ao espírita consciente e responsável optar por qual desses dois caminhos trilhar e qual deles, afinal, está mais de acordo com a proposta original do Mestre lionês. (A Redação)






“É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” 
Carlos Drumond de Andrad

Como bem lembra o poeta, quando um novo tempo começa no calendário, somos contagiados pela ideia um tanto mágica de que tudo se há de transformar em nosso derredor. Achamos que “como por decreto de esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver”.

Ao retomarmos a rotina, a ilusão se desfaz. Ao soarem as doze badaladas que, em cada quadrante, marcam o fim de um ano e o início do outro, o mundo volta a ser exatamente como era, partindo outra vez do mesmo ponto em que o ano findo o surpreendera. E com cada um de nós o mesmo ocorrerá. Então, é novamente o genial poeta mineiro que lembra: “Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo”.

Tempos de crises, como esta em que estamos mergulhados, são mais propícios a debitarmos a outros todos os percalços por nós vividos. Entretanto, se existem concretas razões externas a indicar a origem de dificuldades em nossa vida, também é certo que se nos dispusermos a uma honesta introspecção, haveremos de localizar em nosso interior fraquezas e predisposições ainda mais preponderantes que aquelas a determinarem nosso atual quadro de padecimentos.

Crises são a culminância de erros que nos cabe desfazer, ressarcindo-lhes os efeitos. São, em qualquer circunstância, oportunidades de correção de rumos e de redescoberta de potencialidades muitas vezes adormecidas no mais íntimo de nosso ser. Crise é incentivo à mudança e ao crescimento.

A renovação que, a cada início de ano, esperamos do mundo, na verdade, a vida espera de nós, a cada dia.

Tem razão o poeta. Tem razão a vida. Especialmente se desta guardamos uma concepção de infinitude, de progresso e de evolução, leis inderrogáveis que regem a trajetória sempre ascendente do espírito e da sociedade.






Confiança
Costumo, quando estou no centro, em Porto Alegre, almoçar em um determinado restaurante natural. E, lá, sempre vejo um sujeito cuja atitude me chama bastante atenção. Cada vez que ele levanta de seu lugar para se servir, deixa ali, sobre a mesa, sua carteira e seu celular. Sai despreocupadamente, demonstrando plena confiança de que ninguém vai furtar seus objetos pessoais. Acho que ele pensa assim: as pessoas que frequentam este local são gente boa, ninguém aqui seria capaz de cometer um furto ou algo que prejudicasse alguém.

Restaurante universitário
Pela década de 60 do século passado, em meus tempos de estudante, na capital gaúcha, eu tinha por hábito almoçar no velho restaurante universitário da Avenida João Pessoa. Lá, quem quisesse tomar um suco ou refrigerante, para acompanhar a refeição, não precisava pagar antecipadamente no caixa. Simplesmente se servia e deixava o valor correspondente numa caixinha ali ao lado.
Vigorava o tácito entendimento de que um estudante universitário jamais iria deixar de pagar o que consumiu. Funcionava.

O sonho de todos
Todos sonhamos viver numa sociedade onde tudo funcionasse assim, não é mesmo? Com certeza, isso há de acontecer um dia, quando todos tivermos um mínimo de educação. Falo daquela educação básica, fundada nas razões primárias da vida individual e social, aquela que nos dá a certeza de que o correto agir, os hábitos saudáveis, a honestidade, enfim, produzem harmonia e felicidade. A espiritualidade racional, que tenha como suporte a lei de causa e efeito, com bases e fins pedagógicos, é um excelente caminho para a aquisição e vivência desses valores que um dia hão de ser por todos cultivados.
Thiago de Mello, em famoso poema, fala de tempos onde “o homem não precisará nunca mais duvidar do homem”. “O homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu”. Ou, simplesmente, “o homem confiará no homem como um menino confia em outro menino”.

A aspiração de Kardec
Talvez se possa interpretar todo o descalabro ético que se abateu sobre nossa sociedade como uma imensa crise de confiança. É como se atravessássemos um deserto, felizmente entrecortado de pequenos oásis onde ainda vicejam valores tidos como autenticamente humanos. Mas, lá fora, esses valores parecem ter sido levados de roldão pela tormentosa complexidade das relações políticas e sociais de um país movido por trapaças e injustiças. E com isso, o menino de ontem deixou de confiar no outro menino.

Será possível resgatar essa confiança? Por que não? O sujeito que deixa a carteira sobre a mesa e o velho restaurante universitário são o indivíduo e a sociedade que todos sonhamos. Essa ânsia grita dentro de nós, pedindo passagem.

“A aspiração por uma ordem superior das coisas é indício da possibilidade de atingi-la”, escreveu Kardec. Ou: se somos capazes, como consciência coletiva, de sonhar com um mundo justo e fraterno, e se já podemos intuir que o agir de um tem força para modificar o todo, é indício de que um dia chegaremos lá!
Seja 2017 o início dessa virada! 


          




O Congresso da CEPA em Porto Alegre (III)

O convite à FERGS
Convidada, também, a participar do XVIII Congresso Espírita Pan-Americano, a Federação Espírita do Rio Grande do Sul, então presidida por Nilton Stamm de Andrade, louvando-se na mensagem, de 15.11.1999, que o CFN-FEB enviou ao movimento espírita com relação ao evento, e em decisão do Conselho Deliberativo Estadual da FERGS, de 27.11.1999, declinou do convite e informou que “não abonará, em caráter oficial, a participação de nenhuma pessoa vinculada ao quadro federativo estadual ao evento programado pela CEPA, ainda que em caráter de observador, por considerar inaceitável o tema proposto”.

A extensa mensagem do CFN-FEB, subscrita pela totalidade dos seus membros, afirmava que "todo o progresso do conhecimento desde a Codificação tem trazido evidências que confirmam os ensinos espíritas, nada justificando a revisão de qualquer dos fundamentos da Doutrina dos Espíritos". Acrescentava, ainda, que “não reconhece em nenhuma pessoa ou instituição, como também em nenhuma assembleia ou congresso, qualquer autoridade ou direito para alterar ou modificar, a qualquer título, os princípios fundamentais e ensinos do Espiritismo, contido nas obras básicas de Allan Kardec”. E finalizava conclamando “os espíritas e as instituições espíritas em geral a que, unidos, continuem a concentrar seus esforços e tempo no trabalho edificante de colocar a Doutrina Espírita, em toda a sua abrangência, sem restrições ou questionamentos a qualquer dos seus princípios, ao alcance e a serviço de todos.” (grifo meu).

Vale a pena destacar alguns tópicos contidos na Circular que, logo em seguida, a FERGS enviou às instituições espíritas do Estado: “3. alerta as casas espíritas federadas no sentido de, permanecendo atentas, não mais cederem espaços em suas tribunas aos expositores vinculados ao Centro Cultural Espírita de Porto Alegre (CCEPA) e à Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA), entidades que semeiam insistentemente ideias contrárias aos princípios doutrinários, negando o aspecto religioso da Doutrina Espírita e opondo-se aos ideais do Cristianismo; 4. recomenda, da parte dos dirigentes espíritas, profunda análise das matérias contidas no boletim "Opinião", órgão oficial do CCEPA, atentando para os conceitos revisionistas que ali sistematicamente são divulgados e que desconsideram o caráter religioso do Espiritismo, procurando difundir o que denominam "espiritismo laico"; 5. recomenda não dar circulação ao boletim "Opinião", órgão oficial do CCEPA e que vem sendo remetido sistematicamente às casas federadas.”

Detalhes sobre esse memorável evento da CEPA estão narrados em meu livro “Da Religião Espírita ao Laicismo: a trajetória do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre”.





Deolindo Amorim 

O Espiritismo encontrou, no Brasil, a preponderância do africanismo e do catolicismo, com um fator absolutamente favorável: o baixo nível intelectual das massas, educadas na superstição e sob o influxo da religião católica, que lhe imprimiu o apego aos ídolos, aos símbolos etc. Difícil tem sido ao Espiritismo reagir contra a propensão de grande parte de seus simpatizantes para o culto fetichista. Daí muita gente, que desconhece o assunto, que não sabe o que é Espiritismo, dizer que Espiritismo e africanismo são sinônimos... Eis um erro que precisa ser desfeito. Umbandismo, ou qualquer outra forma de africanismo, não constitui modalidade do Espiritismo. (Do livro “Africanismo e Espiritismo”)












 Crítico de cinema da Folha sobre o filme Chico Xavier:

“Um filão a ser explorado
pelo cinema brasileiro”

Foto de atores do elenco
O crítico de cinema do jornal Folha de São Paulo, em sua coluna no caderno Ilustrada, da edição de 19 de setembro de 2016, comentando os filmes que passariam durante a semana nos canais especializados de televisão, teceu alguns comentários sobre a película “Chico Xavier”, que seria exibida pelo canal Warner.

O comentarista aproveitou o espaço não apenas para a crítica cinematográfica da obra, como também para fazer este registro sobre a penetração do espiritismo no Brasil: “Assim como o positivismo” – escreveu -, “o espiritismo parece ser uma dessas correntes que emplacaram muito mais aqui no Brasil que na sua origem (França, em ambos os casos”).

Sobre a temática do filme, consignou: “Somos provedores de pessoas capazes de demonstrar, na Terra, a existência de um mundo posterior à nossa existência. Assim como o personagem de Chico Xavier”. E acrescentou: “Não importa tentar determinar o quanto possa haver de verdade, fraude ou erro bem-intencionado no médium. Importa que Daniel Filho trabalha bem essa passagem entre o aqui e o além: a psicografia de Xavier funciona como ‘prova’ da existência desses espíritos que, eventualmente, voltam para trazer suas mensagens”.

Para ele, no entanto, “no fundo, trata-se do velho princípio segundo o qual se a religião alivia nossas penas, tudo bem”, e que “no caso, com seus milhões de espectadores, o filme apontou para um filão a ser explorado pelo cinema brasileiro (e logo perdido)”.









Jerri Almeida – Professor de História, Escritor, Presidente da Sociedade Espírita Amor e Caridade – Osório/RS.

Não se trata do famoso filme de 1956, estrelado por Elizabeth Taylor e dirigido por George Stevens, que retratava a história de três influentes gerações de texanos e seus conflitos familiares, emocionais, e suas relações de poder econômico. Talvez se aproxime mais da música de Lulu Santos: “Assim caminha a humanidade”.

Certamente, uma significativa parcela da humanidade vem optando pelos sinuosos caminhos da rebeldia e do desamor. Configura-se, a experiência humana, um cipoal de possibilidades cujo discernimento poderia conduzir para os valores mais nobres e afirmativos do bem. No entanto, não obstante os apelos do amor, que vibram nas entranhas mais profundas da alma humana, recrudesce a violência em suas múltiplas faces.

Diante das maravilhosas conquistas científicas e tecnológicas, o mundo contemporâneo, aturdido em seus paradoxos, se debate nos questionamentos e nas dúvidas, de tal forma que os velhos dilemas filosóficos, éticos e morais ganham cada vez mais espaços no seio das instituições.
Há certamente muitos caminhos! Todavia, é bom lembrarmos que a decisão pelos caminhos que conduzem ao progresso do espírito exige esforço perseverante. Muitos não estão dispostos a trilhá-los e, por isso mesmo, mergulham nos conflitos de toda sorte!

Muito embora vivamos atualmente uma cultura de cuidados com o corpo, com a saúde, com a estética, emergem, a cada dia, novos casos de depressão e de outros transtornos psicológicos, revelando as dores da alma. No mundo globalizado, estamos cada vez mais próximos e, ao mesmo tempo, mais distantes. A tecnologia nos aproxima e, quando não suficientemente administrada, nos afasta das relações afetivas, do diálogo direto, do “olho no olho”, da convivência familiar mais plena e mais concreta. Onde o limite?

O espiritismo, diante dos inúmeros caminhos e descaminhos do mundo atual, apresenta sua filosofia otimista e esclarecedora como alternativa e estímulo para novas escolhas, novos caminhos. A rigor, nem sempre o progresso moral acompanha o progresso intelectual, por isso, as contradições de uma sociedade ainda carente de paz e justiça social.

 O ser humano recalcitrante nos antigos vícios e paixões, transitando pelas vias do sofrimento, chegará fatalmente ao seu limite de suportabilidade onde, então, buscará novos paradigmas para orientar seu efetivo progresso ético, moral e espiritual. Certamente, o sofrimento não é a única via para o progresso, mesmo porque não basta sofrer, é necessário refletir e reavaliar suas causas mais profundas. Todavia, enquanto muitas pessoas se mantém indiferentes aos valores nobres, outras tantas buscam os caminhos do bem, da solidariedade, da fraternidade, do altruísmo, para se sentirem úteis e verdadeiramente “vivas”.

Kardec ponderou que o espiritismo, pelas informações que apresenta, estimula no ser humano uma nova e mais profunda percepção do cotidiano, da existência, da vida, da morte e dos desafios naturais da caminhada. Nesses dias difíceis - por onde caminha a humanidade - de intolerâncias e de crueldades, de corrupção, de indiferenças e de depressões, o pensamento espírita nos convida, pela via da razão e dos sentimentos, ao exercício da brandura, da fraternidade, da honestidade e da fé racional que dinamiza o potencial consciente do amor.

Como afirmou, com sua conhecida lucidez, o eminente professor Herculano Pires: “Inútil, pois apelar para modificações superficiais. Temos de insistir na mudança essencial de nós mesmos". Se existem muitos “caminhos”, somos nós, os “caminhantes”, que os escolhemos.






Jones no CCEPA:

“O espanto diante do fenômeno deu origem à filosofia espírita”


Encerramento do ano letivo
Marcelo Nassar, Jones e Salomão Benchaya
Na tarde de 15 de dezembro último, o Departamento de Eventos e o de Estudos Espíritas do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre - CCEPA, coordenados, respectivamente por Salomão Benchaya e Marcelo Nassar, encerraram as atividades dos grupos de estudo no ano de 2016, bem como do Curso Espírita de Mediunidade levado a efeito, nas tardes de 4a. feira, desde março/2016.
Os 22 participantes que concluíram o curso de mediunidade constituirão, em 2017, um novo grupo de estudos do CCEPA.

Jones conduziu a reflexão da tarde
Na oportunidade, o Assessor da Diretoria do CCEPA, Maurice Herbert Jones, convidado pelos Departamentos, teceu considerações a respeito da natureza do espiritismo e respondeu a alguns questionamentos dos presentes.

Jones fez considerações sobre a filosofia espírita, nascida, segundo ele, “do espanto do próprio Kardec diante do fenômeno mediúnico”. De seu espanto resultaria a investigação séria e racional do fenômeno, abrindo-se um novo campo à investigação científica. Como filosofia, o espiritismo, segundo ele, “traz uma visão profundamente humanista, é o humanismo espiritocêntrico”, pois “a visão de humanidade do espiritismo transcende o mundo físico, radicando-se na realidade do espírito”.

 Para encerrar a tarde, todos participaram de uma confraternização organizada pela vice-presidente Eloá Bittencourt.

Reuniões durante as férias
Durante o período de 14/12/2016 a 08/03/2017, em razão de viagem da maioria dos integrantes dos grupos, o CCEPA manterá reuniões, abertas ao público, somente nas 4as. feiras, à tarde, tendo O Livro dos Espíritos como roteiro de estudos.

Novo Curso Básico de Espiritismo
Em 2017, um novo Curso de Espiritismo, destinado a iniciantes, será realizado, período de 22/3 a 19/4, às 19h30min, sob a coordenação de Marcelo Cardoso Nassar, diretor do Dep. de Estudos Espíritas e Clarimundo Flores, diretor da Tesouraria do CCEPA. Pretende-se, após o curso, formar um novo grupo de estudos, atividade central que o CCEPA desenvolve com os seus integrantes. O horário das 19h30min - uma experiência nova na Casa - visa permitir aos inscritos que trabalham profissionalmente durante o dia, que possam se deslocar diretamente para o CCEPA logo após o expediente. Interessados podem se inscrever através do e-mail ccepars@gmail.com ou pelo telefone (51) 3209-3092, com Eloá.

Desencarna José de la Torre –
grande líder espírita espanhol

Na madrugada de 11 de dezembro último, desencarnou, aos 81 anos, em Montilla, Espanha, José de la Torre (foto), destacado líder espírita espanhol.

Em depoimento dado a este jornal, sua sobrinha, Mercedes Garcia, presidente da Associação Espírita Andaluza Amalia Domingo Soler, entidade da qual José foi fundador, recorda as múltiplas atividades espíritas desempenhadas por seu tio, como o exercício da presidência do Centro Espírita Amor y Progreso, de Montilla, desde 1992, a fundação da Associação Internacional para o Progresso do Espiritismo (AIPE), da qual foi vice-presidente e, após, vice-presidente honorário. José de la Torre teve destacada atuação no processo de reorganização do movimento espírita espanhol, havendo colaborado na fundação e legalização da Associação Espírita Espanhola, que antecedeu à atual Federação Espírita Espanhola e organizado um primeiro “minicongresso”, que serviu de prévia aos grandes congressos recentemente realizados pelo movimento espírita espanhol, com destaque especial para as atividades lá realizadas com o apoio da CEPA.

Entretanto, segundo Mercedes, “nada disso seria significativo não fosse a excelente qualidade humana” a ornar a personalidade de José. “Humilde e hospitaleiro, aberto ao progresso das ideias e da sociedade, em total coerência com a doutrina dos espíritos, José de la Torre foi um impulsionador da divulgação do espiritismo em nível internacional, tendo recebido e hospedado em sua casa reconhecidos propagadores espíritas de diferentes países, como Jon Aizpúrua, Dante López, Milton Medran, Divaldo Franco, Juan Antonio Durante, Raul Teixeira, Carlos Campetti e muitos outros”, assinala Mercedes, destacando ainda: “Como ele próprio dizia, necessitava expandir, com a força de sua alma, as vozes dos espíritos em prol da união do espiritismo, todos unidos numa grande fraternidade”. Para tanto, lembra Mercedes, recordando seu tio, “será preciso visualizar o espiritismo ‘às secas’, sem qualificativos, com seu caráter universal, destituído de qualquer discriminação.”.

Em nome da família e reconhecendo que José foi para ela “um verdadeiro pai e para muitos um grande mestre”, Mercedes desejou que cheguem até a dimensão onde ele se encontra as tantas manifestações de carinho recebidas, e encerrou com uma frase que ele costumava pronunciar: “Avante, com Amor e Humildade!”


           
"Compreender Kardec para viver Kardec"

Plataforma interativa
para estudar Kardec na Internet

Novo espaço da Internet propõe compreender Kardec para viver Kardec.

Interessados em pesquisar, ler e analisar as obras de Allan Kardec na Internet têm agora uma excelente ferramenta. É a Kardecpedia - https://kardecpedia.com/    um espaço na rede mundial de computadores que se define como “uma plataforma interativa que facilita o estudo das obras de Allan Kardec, o fundador da Doutrina Espírita, ou Espiritismo”. Já na sua apresentação aos internautas, a Kardecpedia define o espiritismo fundado por Kardec, como uma “palavra por ele criada para designar a doutrina exposta na sua primeira grande obra: O Livro dos Espíritos”. Explica que o espiritismo foi definido por Kardec como "uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

Um índice por palavras ou frases
Ao alto de sua página de apresentação, a Kardecpedia exibe um espaço onde o internauta é convidado a digitar um termo ou frase referente à sua busca. A pesquisa conduz imediatamente a uma relação de textos ou citações em toda a obra de Kardec em que aquela palavra ou aquela frase estejam presentes.

Na Kardecpedia, todas as obras de Kardec são apresentadas nos idiomas português e francês, incluindo as doze edições da Revista Espírita editada por Kardec. Em inglês e espanhol, serão apresentadas apenas aquelas obras que já existem traduzidas e em domínio público.

O usuário poderá interagir com a Kardecpedia propondo novos relacionamentos entre os itens que compõem cada obra, bem como enviando cópias digitais de livros de Kardec e de outras obras por ele citadas.

Você pode colaborar de quatro maneiras:
1)    propondo novos relacionamentos entre os itens das obras de Kardec;
2)    enviando cópias digitais de edições originais das obras de Kardec;
3)    enviando cópias digitais de traduções das obras de Kardec, de domínio público; e
4)    enviando cópias digitais de livros citados por Kardec em suas obras.

O projeto Kardecpedia é fruto do trabalho de equipe coordenado pelo físico, escritor e palestrante espírita fluminense Cosme Massi (foto)





Duas biografias de Kardec
Sobre os comentários de Jon Aizpúrua acerca das obras “Kardec, a Biografia” e “Revolução Espírita” (Opinião – dezembro/2016), permitam-me aduzir: Creio que a maioria de nós já havia lido a obra de Marcel Souto Maior, que considero muito proveitosa para o movimento espírita brasileiro que se distanciou de Kardec. É um livro de narrativa fácil e prazerosa para o frequentador tradicional de centros espíritas.
Já no que toca ao livro de Paulo Henrique de Figueiredo, trata-se de uma grata surpresa que deve entrar no rol dos melhores livros espíritas deste século, seja pelas descobertas biográficas do Prof. Rivail, seja pela (re)descoberta do movimento do Espiritualismo Racional francês do século XIX que preparou o caminho para o Espiritismo, ambas surpreendentes.
Enfim, ainda que possa parecer demasiado, considero que a ideia central do livro no sentido de delimitar e destacar a moral livre e autônoma, da forma como desenvolvida pelo autor após décadas de pesquisas, parece-me um dos mais importantes tijolos postos no desenvolvimento epistemológico e ético do edifício doutrinário pós-Kardec. Verdadeira leitura obrigatória.
Lucas Sampaio  - Salvador, BA. – www.telma.org.br .

A regeneração do planeta
Adorei o artigo do escritor Paulo Henrique de Figueiredo "Como participar da regeneração do nosso planeta". A colocação de que a autonomia moral é o ponto de virada do velho para o novo mundo é excelente.
Roberto Rufo - Presidente do ICKS. - Santos/ SP.

O Papa e as cinzas
Concordo com o articulista Milton Medran (Opinião em Tópicos, dez/2016), exceto com guardar cinzas fúnebres em casa. Para mim, isso ainda representa apego à matéria, disfarçado sob pretexto de consideração amorosa pelo morto. Já, adubar as raízes de um vegetal ou espalhar cinzas na natureza é destinar um fim nobre aos princípios sutilizados nos átomos da matéria orgânica incinerada, que se incorporarão diretamente ao corpo escolhido, fazendo com que se acelere o seu processo de desenvolvimento anímico.
Nizomar Sampaio Barrois - Rio de Janeiro -RJ

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

OPINIÃO - ANO XXIII - Nº 247 DEZEMBRO 2016

Aizpúrua sobre “Kardec, a Biografia” e “Revolução Espírita”:]

“Duas obras que enriquecem o patrimônio bibliográfico moderno do Espiritismo”

Em sua recente viagem ao Brasil, o pensador espírita venezuelano Jon Aizpúrua tomou contato com duas obras de autores brasileiros acerca de Kardec e o espiritismo. Sobre elas, manifestou-se com entusiasmo, em depoimento inserido em listas de debates ligadas à CEPA, cujos principais tópicos reproduzimos a seguir.

Recuperando a história de Kardec e do espiritismo
Jon Aizpúrua, ex-presidente da CEPA, que esteve em São Paulo e Bahia, no último mês de setembro, relata que, como sempre o faz, quando vem ao Brasil, reservou um tempo para percorrer livrarias em busca de novidades bibliográficas que julga de interesse e proveito em assuntos históricos, filosóficos, científicos, éticos e sociológicos relacionados ao pensamento espírita. Entre os cerca de vinte livros adquiridos, dois deles chamaram especial atenção do intelectual espírita venezuelano: “Trata-se – escreveu ele – de duas biografias de Allan Kardec, ambas de autores brasileiros, escritas em diferentes estilos, mas com similares finalidades,  eis que os dois textos buscam recuperar algumas informações históricas sobre a vida do fundador do Espiritismo, assim como precisar acerca de suas opiniões sobre tópicos diversos que, às vezes, têm sido omitidas ou distorcidas para favorecer uma interpretação religiosa, particularmente cristã, da doutrina espírita”.

Os dois livros
“Kardec. A biografia” de Marcel Souto Maior (Editora Record, Rio de Janeiro) e “Revolução Espírita. A teoria esquecida de Allan Kardec”, de Paulo Henrique de Figueiredo (Editora MAAT, São Paulo, SP) são os títulos das obras que tão vivamente impressionaram Aizpúrua. A primeira, segundo ele, “redigida em um estilo narrativo, muito agradável, como se o escritor pensasse em uma possível adaptação ao teatro ou ao cinema”. A segunda, destaca, “pondo em evidência que o autor realizou uma extensa e sólida investigação em torno da vida de Rivail, mais tarde Allan Kardec, e a época e circunstâncias em que apareceu a doutrina espírita, e suas orientações gerais e particulares em relação com os mais complexos aspectos teóricos e experimentais”.

Religião espírita?
Relativamente ao controvertido assunto de ser ou não o espiritismo uma religião, segundo Aizpúrua, “a posição dos autores, bem interpretando o pensamento de Kardec, reitera o critério de que seu verdadeiro caráter é o de uma filosofia científica e moral e não o de uma religião, e isto o ratificam várias vezes em seus textos”. Acrescenta o escritor venezuelano que “há muito mais nesses livros acerca do espírito, sua sobrevivência, a reencarnação e a comunicação espiritual, que se distanciam nitidamente dos escritores pautados no evangelismo e no misticismo, aproximando-os dos critérios laicos, racionalistas, livres-pensadores, humanistas e progressistas que caracterizam a CEPA. Com igual firmeza, rechaçam o roustainguismo e reafirmam sua convicção acerca do caráter progressivo do Espiritismo e a necessidade de sua atualização”.

Convite à leitura
Na sua manifestação, dirigida especialmente aos espíritas ligados à CEPA, Jon Aizpúrua convida à leitura dessas obras que, segundo ele, ”sem dúvida, enriquecem o patrimônio bibliográfico moderno do Espiritismo, e se afinizam com o pensamento divulgado pela CEPA. Finaliza, dizendo: “Felicito-me por tê-las lido e felicito seus autores por sua posição aberta e destituída de preconceito e, também, por terem decidido investigar, escrever e compartilhar seu esforço intelectual, sua busca, sua reflexão, suas ideias e suas inquietações”.
(Leia em “Enfoque”, da última página, artigo de Paulo Henrique de Figueiredo)

Um tópico do livro de Figueiredo
Em sua manifestação, Jon Aizpúrua transcreveu este parágrafo do livro de Paulo Henrique de Figueiredo (foto), como confirmação daquilo por ele comentado:
A história do espiritismo no Brasil e a compreensão da doutrina espírita merecem uma profunda e progressiva revisão a partir dos princípios fundamentais e do paradigma original, propostos pelos espíritos superiores por meio de Kardec. Há uma herança histórica do pecado católico arraigado na mente do brasileiro que pode explicar a aceitação e falsa divulgação, no meio espírita, da reencarnação como castigo, em evidente conflito com a mensagem original de autonomia presente na lei da escolha de provas. Por outro lado, a influência do misticismo oriental tornou voz corrente a equivocada associação do espiritismo com as ideias de carma ou causa e efeito como castigo. Tão arraigado se encontra esse pensamento heterônomo do carma, que se repete nas tribunas e está transcrita em livros, folhetos, películas e demais meios de difusão, divulgando uma teoria oposta à de Allan Kardec. Se isso ocorre é porque sua verdadeira mensagem ainda não foi compreendida, constituindo um terreno onde se deve atuar por meio da educação para alcançar a mudança de paradigma a que a doutrina se propõe. A essência mesma do espiritismo está na revolução que enfrenta essas ideias retrógradas do velho mundo. Essa é verdadeiramente sua luta: a mudança do modelo de submissão e de castigo pelo pensamento de liberdade, autonomia, mudança, colaboração e fraternidade...





O ano termina. Progredimos?
As ideias se modificam pouco a pouco, conforme os indivíduos, e é preciso que passem algumas gerações para que se apaguem completamente os vestígios dos velhos hábitos. (O Livro dos Espíritos – questão 800).

O Brasil e o mundo passaram por um ano difícil. A retrospectiva dos embates políticos, das dificuldades sociais e das traumáticas rupturas institucionais vividas por nosso país, deixa antever que a História reservará para o ano de 2016 a classificação de um período marcado por profunda crise.

 No mundo, por conta, especialmente, do avanço do terrorismo, do incremento do fundamentalismo religioso em algumas regiões e, também, em face da inegável reação do conservadorismo político dos Estados Unidos, em suas eleições presidenciais do último mês, o ano termina apontando para o risco do reavivamento de uma cultura xenofóbica e intolerante, que parecia em vias de superação, especialmente depois que a grande nação do Norte houvera, oito anos antes, guindado um negro de origem humilde e com clara visão democrática, pluralista e humanista, ao exercício de sua presidência.
A lei do progresso, por nós, espíritas, apregoada como fator condutor da História, parece, pelo menos a uma primeira vista, haver sofrido forte abalo, permitindo mesmo a especulação de que se, ao invés de progredir, o mundo tenha experimentado significativo retrocesso.

O progresso, contudo, não se faz, ao curso da História, de uma forma linear e constante. A filosofia espírita propõe se o veja como síntese dialética de alternados movimentos de conservação e de destruição, inerentes ambos ao processo da vida individual e social. São movimentos que vão vencendo etapas, embora sujeitos a fluxos e refluxos, avanços e retrocessos, capazes, só ao longo do tempo, de conduzirem a estágios de superação.

 Bem por isso, O Livro dos Espíritos, na magnífica exposição das leis divinas ou naturais, enuncia as leis de conservação e de destruição, juntamente com a de sociedade, antepondo-as à lei do progresso. Este, embora inexorável no processo histórico, pressupõe permanentes esforços no sentido da conservação de valores reputados como imutáveis, e de luta pela destruição daquelas tendências egocêntricas, discriminatórias e mantenedoras da garantia a interesses de uns poucos em detrimento do bem comum. É o que caracteriza as sociedades dominadas pelo autoritarismo e pelo poderio econômico.

A sucessão de ciclos renovatórios é processo lento porque depende fundamentalmente do progresso intelectual e moral da humanidade. Os valores éticos, à luz do pensar espírita, são forjados pelo conhecimento mais amplo das leis da vida, entre as quais desponta como a mais relevante aquela segundo a qual o bem-estar, a felicidade, a paz e a prosperidade de uma coletividade emanam da vivência das leis do amor, da justiça e da caridade. Nessas expressões mediante as quais Allan Kardec e seus interlocutores espirituais resumiram a totalidade das demais leis naturais estão contidos todos os ideais do humanismo moderno, presentes nas estruturas jurídico-institucionais dos países civilizados, mas nem sempre devidamente cultivados na alma de seus cidadãos, sejam estes governantes ou governados.

Se já fomos capazes de avançar significativamente na institucionalização desses valores, frutos de concepções teóricas amadurecidas pelo processo histórico, já é mais do que tempo de vivenciá-los na intimidade de nosso ser e no relacionamento nosso com o outro e de todos para com as soberanas leis inspiradas na ordem natural.
Enquanto a vivência mais efetiva desses valores não acontecer, o progresso, não obstante, continuará ocorrendo, mas não no ritmo que o estágio evolutivo atual da humanidade e seu avanço intelectual já poderiam comportar. Os conhecimentos e os valores éticos teoricamente assimilados reclamam da humanidade procedimentos com eles compatíveis. O descompasso entre a teoria e a prática talvez seja a causa maior do mal-estar que caracteriza nosso tempo.







Cinzas da cremação
Confesso que me surpreendi. Tenho notado nas  declarações e atitudes do Papa Francisco um sentido de modernidade que vai ao encontro de grande parte dos costumes e aspirações de nosso tempo, a maioria dos quais ainda ontem combatidos pela Igreja.
Mas essa de proibir se espalhem as cinzas da cremação do corpo de um ente querido na natureza, ou mesmo de guardá-las respeitosamente em casa, como lembrança material daqueles que partiram, contraria uma saudável tendência  ecológica e, penso, muito saudável. Em vez disso, o Vaticano recomenda que “as cinzas do defunto devem ser mantidas em um lugar sacro, ou seja, nos cemitérios”.

O pó que (não) somos
Nãoo vejo nada mais “sagrado” do que a Natureza. E isso não significa necessariamente uma adesão ao que a Santa Sé classificou como “equívoco panteísta” ou “niilista”. Nosso corpo, segundo a própria tradição cristã, é parte intrínseca da natureza, pó ao qual retornará, quando dele tiver que se separar o espírito: “Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, homem, que és pó e em pó te hás de tornar), dizia o padre no meu tempo de seminarista, fazendo uma cruz com cinzas em nossas testas, na quarta-feira que se sucedia ao carnaval.
Nesse mesmo sentido, numa perspectiva espiritualista, em que se tem o espírito como sendo nosso próprio “eu” e o corpo como sua roupagem provisória, jogar nossas cinzas ao mar, espalhá-las entre as árvores de um bosque ou, mesmo, guardá-las em aprazível recanto da casa que nos serviu de morada, são manifestações de carinho e reconhecimento à matéria que instrumentalizou o espírito na jornada finda.

A “capsula mundi”
Rubem Alves, escritor e educador, que nos deixou há cerca de dois anos, antes de morrer, pediu que cremassem seu corpo e jogassem as cinzas junto a um ipê roxo que ele havia plantado. Um jeito gostoso de mantê-lo fisicamente entre seus queridos.
Mas, agora surgiu algo bem mais interessante. Li, esses tempos, sobre o projeto “capsula mundi”. Um italiano bolou uma cápsula orgânica e biodegradável projetada para transformar um corpo em decomposição em nutrientes para uma árvore. A ideia é de que o sujeito escolha a árvore em que deseja transformar seus restos mortais.

Sina-sina ou araucária?
Gostei da ideia. Se a moda pegar, fico na dúvida se opto por ser uma modesta sina-sina, arbusto humilde que povoou o cenário de minha infância, na região da Campanha do Rio Grande do Sul, ou uma majestosa araucária, tão abundantes foram elas no lugar, então ainda rico em matas, em que passei parte de minha juventude, na Serra Gaúcha.
 O que, decididamente, não quero – e tenho repetido com insistência isso a meus familiares - é que meu corpo se decomponha na fria tumba de um cemitério. Não vejo nada de sagrado nisso. Se existe algo de “sacro” na vida, é a própria vida, que transcende à morte e nos perpetua como seres inteligentes da natureza que integramos.




O Congresso da CEPA
em Porto Alegre (II)

O Convite à FEB
Interessante a reação da “Casa Mater” ao segundo congresso que a CEPA realizava no Brasil. Em ofício de 25 de novembro de 1998, comuniquei à FEB a sua realização em outubro de 2000, fazendo o convite para que esta se fizesse presente ao evento. Ao mesmo tempo, convidei o então Presidente da FEB, Juvanir Borges de Souza, “a dialogar em torno do delicado tema que envolve a reaproximação e a convivência fraterna entre importantes instituições representativas do Espiritismo no mundo - a FEB e a CEPA”, argumentando que “não podemos ignorar que existem divergências conceptuais entre as duas instituições. Mas também não podemos ignorar que ambas são espíritas, norteiam-se pelas mesmas obras que integram a Codificação Espírita e têm no pensamento kardequiano a base de seus programas de ação”.

A resposta da FEB
Em resposta, Juvanir me enviou atenciosa e fraterna correspondência, datada de 28 de dezembro de 1998, afirmando, entre outras coisas, que “por não reconhecer nos homens nenhuma autoridade para alterar, a qualquer título, uma Doutrina que não foi por eles elaborada e nem revelada, mas sim pelos Espíritos Superiores, que a FEB não se faz presente nos Congressos ou em outras quaisquer reuniões que apresentem conclusões que impliquem modificação dos princípios e postulados da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec”, acrescentando “... que temos pontos comuns no que se refere ao comportamento fraternal dos homens - especialmente os espíritas - mas não podemos concordar com procedimentos, encontros congressos, ideias, etc. que se propõem a revisar o que é fundamental, que procede do Alto e que os Espíritos fizeram questão de transmitir aos homens de forma muito especial, na obra da Codificação de Allan Kardec.” Finalizou dizendo: “Diante de sua carta fraternal, queremos agradecer-lhe o empenho em realizar o melhor para o Movimento Espírita, e observar, ainda, que a FEB sempre esteve e sempre estará aberta ao diálogo construtivo, embasado nos princípios doutrinários, com todas as pessoas e instituições interessadas em estudar e praticar a Doutrina Espírita.”

Em 31.08.99, convite semelhante foi feito à Federação Espírita do Rio Grande do Sul, presidida por Nilton Stamm de Andrade. O posicionamento então assumido pela FERGS foi além da simples recusa em participar. Também recomendou a não participação de toda a sua rede federada apoiando-se em deliberação tomada pelo Conselho Federativo Nacional, da FEB, em sua reunião de 13 a 15.11.99.
Disso tratarei no próximo número.





Carlos Brandt

“A auréola mitológica criada em torno de Jesus impediu que a ele se tenha dado, na história, o merecido posto de filósofo. É certo que, passados vinte séculos de prédicas cristãs, muito pouco se adiantou moralmente a humanidade. Esta se acha mais ou menos no mesmo estado em que a encontrou Jesus. Mas, convém não esquecer que o mais admirável em Jesus foi o belo de sua doutrina e a firmeza em pregá-la, e não o êxito de impô-la ao mundo. A circunstância de uma doutrina moral não conseguir penetrar na consciência dos homens não a desvirtua. Nesse caso, os desvirtuados são aqueles que não conseguem adaptar-se a ela”.
(Do livro “Jesús, el filósofo por excelencia” – Ediciones CIMA, Venezuela)






Espírito de carona no automóvel?
“The Sun” publica foto que pode ser de um espírito.

O fato teve grande repercussão, especialmente nas redes sociais do mundo inteiro, depois de noticiado pelo tabloide “The Sun”, um dos mais populares jornais do Reino Unido, em sua edição de 16 de agosto último.

O relato é de Melissa Kurtz, uma mulher de 48 anos. Ela levava sua filha de 13 anos para um desfile de modas, quando a menina pegou do celular da mãe e começou a tirar “selfies”.

Dias depois, Melissa, examinando as fotografias tiradas pela filha no interior do automóvel, surpreendeu-se ao ver a figura de um garoto no banco de trás do veículo. Ela disse ter ficado em choque, pois tinha certeza que, na ocasião, estavam só ela e a filha no carro.  Correu para mostrar as fotos a umas amigas e todas afirmavam ver com certa nitidez a figura do jovem. Resolveu, então, levar o material para estudiosos de paranormalidade e estes, após de uma investigação, atestaram não haver qualquer manipulação digital.

Constatou-se, na investigação, que, um ano antes, naquele mesmo local, ocorrera um acidente de trânsito do qual resultaram alguns jovens mortos. Um deles foi identificado como o garoto que aparece na foto. Segundo algumas interpretações, ele estaria ali para alertar a menina a usar o cinto de segurança.
“The Sun” publicou a foto, junto com esta declaração de Melissa: “Muitas pessoas acreditam em vida pós-morte e isso foi para mim uma prova de que ela existe”.



CEPA Brasil divulga manifesto

Homero: “Um documento apartidário, refletindo a tensão dos dias atuais”.

Homero Ward da Rosa
A Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA, instituição que reúne espíritas ligados à CEPA – Associação Espírita Internacional, acaba de divulgar amplo manifesto refletindo o atual momento político e social vivido pelo Brasil.
A manifestação, firmada pelo presidente da CEPABrasil, Homero Ward da Rosa (Pelotas/RS) , nasceu de proposta do associado Ricardo Nunes (Guarujá/SP) e colheu sugestões de vários integrantes da entidade.

Segundo Homero, “o manifesto tem caráter apartidário, registrando reivindicações, desejos e expectativas que refletem a tensão dos dias atuais no Brasil”.

De acordo ainda com o presidente da CEPABrasil, o país encontra-se “oscilante entre a insegurança do presente e a incerteza do futuro”. Dentro desse quadro, que compõe atual realidade histórica, foi concebido o documento da CEPABrasil, reafirmando sua vocação democrática, pluralista e livre-pensadora e expondo alguns princípios com os quais comungam os cidadãos espíritas que a integram.

Ricardo Nunes
O documento abre com a consideração da imprescindibilidade “de um governo balizado nos princípios democráticos de Direito”, defendendo a permanente necessidade de “respeito aos direitos e garantias individuais dos cidadãos” por parte do Estado.

A partir desses pressupostos defende, entre outros temas, o combate à corrupção, que entende deva ser “permanente”. Posiciona-se contra o congelamento de investimentos do Estado para áreas como a saúde e a educação.  Especificamente, no campo da educação, manifesta-se o documento “favorável a uma escola que estimule o livre-pensamento e desenvolva uma educação voltada a formar cidadãos críticos e coerentes.”.

Também repudia “qualquer tipo de manifestação odiosa, seja de caráter político, religioso, étnico, sexual, de gênero, raça, classe social, etc.”.

O documento defende princípios de ecologia, como a preservação das reservas florestais brasileiras, a par do livre empreendedorismo e manutenção de programas sociais como o “bolsa família”. Igualmente defende “uma imprensa livre, plural, democrática, que abra espaço para os vários setores e interesses da sociedade brasileira e cujo objetivo seja a busca da verdade dos fatos”.

Divulgado inicialmente nas listas de debate da CEPA, o manifesto recebeu referências de apoio de vários integrantes. Para o jornalista espírita Eugenio Lara (São Vicente/SP), “o manifesto está muito bom, dá gosto de ler”. Ele ressalta que “quem não é espírita vai ficar surpreendido ao lê-lo”, pois que, “os espíritas, de modo geral, são muito tímidos politicamente”.
A íntegra do documento pode ser lida no site oficial da CEPABrasil: www.cepabrasil.org.br.





Como participar da regeneração 
de nosso planeta
 Paulo Henrique de Figueiredo – Escritor, autor de “Revolução Espírita – A Teoria esquecida de Allan Kardec – (São Paulo).

A formação de Rivail, futuramente Allan Kardec, foi no ambiente rural de sua família, em Saint Denis de Bourg, um vilarejo junto à cidade de Bourg-en-Bresse, capital do departamento de Ain. Ali viveu numa bela e grande propriedade, de sua avó Charlotte e sua mãe Jeanne, ambas viúvas. Quando rapaz, sua mãe o levou para a Suíça, no castelo onde Pestalozzi recebia alunos pagantes, e outros cuja família não tinha condições de custear sua educação e estudavam de graça em Yverdon.

O método de Pestalozzi, inspirado nas ideias de Rousseau, valorizava a autonomia dos jovens, que compreendiam as coisas pelo esforço nascido da curiosidade ao lidar diretamente com os objetos de seus estudos, fossem os rios, as montanhas, as plantas, insetos, animais, o clima, os hábitos, os fenômenos físicos, químicos e tudo mais.
No ambiente artificial das grandes cidades, com seus prédios, calçadas, ruas tomadas de charretes e carruagens, metidas em seus quartos escuros e úmidos, as crianças do século 19, fechadas nas salas de aula, longe da natureza, recebiam uma formação que poderíamos chamar de adestramento. Um professor ditando as frases, com sua palmatória na mão, pronto a repreender qualquer iniciativa, demonstração de emoção ou questionamento de suas palavras. O dever maior era a obediência, o decorar, a submissão. Era o que esperavam obter os professores, durante séculos orientados pelos religiosos, como os jesuítas.

Na sua cidade natal, porém, Rivail podia correr os campos de trigo, pular os córregos que moviam as pás dos moinhos, convivia com a riqueza de pássaros, pequenos animais, da florida Bourg. Aprendia ao cavoucar a terra, colecionar pedras, observar as borboletas, acompanhar os pássaros em seu dia a dia.

Tempos depois, agora professor e diretor de escola em Paris, Rivail, ao lembrar-se desses velhos tempos, relata:

Vede as crianças a quem foram dadas desde cedo ideias sobre história, história natural, física, química: estátuas, quadros, plantas, animais, os fenômenos de que são testemunha, uma simples pedra, tudo lhes interessa. Sua atenção está desperta e, por suas perguntas, provam o quanto se pode tirar partido de sua inteligência, quando se sabe lidar com ela convenientemente”.
(RIVAIL, H. L. D. Discurso pronunciado na Distribuição de prêmios de 14 de agosto de 1834).

Pestalozzi recebia os jovens que tinham liberdade de aprender com entusiasmo e iniciativa, ao produzir conhecimento com o uso da razão, vivenciando esse processo de forma alegre, participativa, independente.
Essa formação de Rivail foi fundamental para que ele compreendesse tanto o método quanto a teoria dos espíritos superiores quando da elaboração da doutrina espírita.

Os espíritos não fizeram o trabalho dos homens. Incitavam a manifestação de espíritos que despertavam a curiosidade e o interesse sobre os fenômenos espirituais. Kardec e os demais pesquisadores debatiam, questionavam, investigavam os fatos. Surgiam hipóteses, diversas, ouviam as opiniões diversas. Somente quando estavam preparados para compreender as razões e explicações dos espíritos superiores, só então, é que eles transmitiam seus ensinamentos por meio do diálogo. Desse modo, o método de elaboração da doutrina espírita respeitava e promovia a autonomia intelectual.
Por outro lado, os espíritos revelaram que a lei que rege as relações sociais dos espíritos no mundo espiritual está baseada na liberdade, e, tendo presente na consciência a lei de Deus, todos nós devemos desenvolver nossa moral de forma autônoma. Seguimos as leis que compreendemos, na medida de nossa evolução, adquirindo progressivamente o livre-arbítrio.

Esses novos ensinamentos da doutrina espírita superam os milenares dogmas de que Deus age castigando e recompensando as almas, para submetê-las a regras que ninguém compreende a razão. Essa visão heterônoma de Deus é falsa, criada pelos homens para submeter às multidões aos seus interesses mesquinhos de poder e privilégios.

Como demonstramos em Revolução Espírita, a teoria esquecida de Allan Kardec, a autonomia moral é o ponto de virada do velho para o novo mundo. A autonomia intelecto-moral deve ser a base de conduta das relações sociais na família, na escola, no trabalho, no governo, na assistência social. Essa é a teoria esquecida. Sua retomada colocará o espiritismo como vanguarda da transformação moral da humanidade, revolução nas ideias e em todas as coisas, representando a regeneração da humanidade pela liberdade!
(Publicado originariamente no blog http://revolucaoespirita.com.br)




Amigos do CCEPA confraternizam
Como acontece anualmente, nesta época, dirigentes, frequentadores habituais e integrantes dos grupos de estudos do Centro Cultural Espírita reúnem-se, neste 3 de dezembro, em um almoço de confraternização na sede da instituição.
Para o dia 14 de dezembro, uma quarta-feira, às 15h, dia e hora habitualmente reservados para atividades de grupos de estudos, o presidente Salomão Jacob Benchaya (foto), está convidando todos os integrantes dos grupos de estudo para um Seminário de Integração dos Grupos, como encerramento das atividades do ano. Na oportunidade, serão examinados aspectos relativos ao estudo teórico do espiritismo e planejadas as atividades de 2017.
Benhaya, que também exerce a direção do Departamento de Eventos do CCEPA, manifesta-se satisfeito com os resultados obtidos com as atividades dos grupos no ano que finda.

Chega ao fim o Curso Espírita de Mediunidade
O Seminário de Integração dos Grupos marca, também o encerramento, com êxito, do Curso Espírita de Mediunidade realizado  sob a coordenação de Salomão Benchaya e de Donarson Floriano Machado (foto), e que se desenvolveu de março a dezembro deste ano. Cerca de 20 participantes concluíram o curso e deverão constituir  um novo grupo de estudos regulares para o ano de 2017.

Novo Curso Básico de Espiritismo em 2017
No dia 15 de março de 2017 terá início mais um Curso Básico de Espiritismo aberto à comunidade. Será ministrado pelo nosso Diretor de Estudos Espíritas Marcelo Cardoso Nassar (foto), no horário das 19h30min às 20h30min.    
   
Juristas espíritas paulistas
dão atendimento judiciário
A informação transitou pela lista de debates da CEPA, na Internet, e recebeu aplausos e comentários elogiosos de vários participantes do grupo: A Associação Jurídico Espírita de São Paulo, Núcleo da Baixada Santista, promoveu no dia 26 de novembro último, o que chamou de “1º Mutirão de Atendimento e Orientação Jurídica”.

O evento inédito teve como objetivo “promover o acesso à justiça por meio de orientação e encaminhamento da população local, da região central e portuária de Santos/SP, com atenção e carinho, acolhendo a cada um de forma digna e fraterna”, como expressou o autor da comunicação, advogado Marcelo Marafon.

A prática está sendo implementada pela Associação Jurídico Espírita de São Paulo também na capital e em outras regiões do Estado (foto).

Saudamos a iniciativa, recordando que, em tempos de tantos conflitos familiares, econômicos e sociais, o oferecimento de assistência judiciária ou de orientação jurídica a necessitados é uma forma qualificada de prática da caridade e exercício de cidadania.
Maiores informações sobre a iniciativa podem ser obtidas através do e-mail: phbattimarchi@gmail.com .

CIMA Caracas com novos Dirigentes
O Movimento de Cultura Espírita CIMA, da Venezuela, que tem como presidente nacional Jon Aizpúrua, acaba de eleger a Diretoria de sua seccional de Caracas, para o biênio 2017/2019.
O CIMA Caracas desenvolve intensas atividades de estudos e pesquisas espíritas, na capital venezuelana, com movimentada agenda também de conferências públicas. Para conhecer melhor suas atividades, recomenda-se a visita à sua home-page - http://movimientoespiritacima.org/

Como Diretora Geral daquela seccional, foi eleita Yolanda Clavijo, pessoa inteiramente comprometida com a proposta espírita e totalmente integrada ao movimento internacional da CEPA, com notável participação nos últimos eventos internacionais espíritas.
Segue a nominata dos novos dirigentes de CIMA-Caracas:

Diretora Geral: Yolanda Clavijo; Secretário Geral: Alvaro La Torre; Secretário de Finanças: Osvaldo Campos; Secretário de Cultura: Vicente Ríos; Secretária de Atas: Ingrid Obelmejías; Vogal de Comunicão: Victor Da Silva; Vogal de Educação: Gladys Alvarado.
No próximo mês de janeiro, serão eleitos os novos dirigentes da Seccional Maracay do CIMA, e, em março/abril, realizam-se as eleições para a Direção Nacional.


Na foto, a nova Diretoria de CIMA Caracas. Yolanda Clavijo é a terceira, a partir da esquerda.

“Boletín Progreso” - Espanha
Enviado por sua presidente, Rosa Díaz, recebemos o boletim “Progreso”, Ano X, nº 7, editado pela AIPE, Associação Internacional para o Progresso do Espiritismo, com sede na Espanha.

A edição traz resumo dos trabalhos apresentados no II Congresso Espírita Internacional, organizado pela AIPE, de 16 a 18 de setembro último, e que teve o apoio e a participação da CEPA – Associação Espírita Internacional.
A versão eletrônica do boletim pode ser acessada pela Internet em www.progresoespiritismo.com .






Opinião de...
Gostei muito da nova secção do CCEPA OPINIÃO, com o título de “Opinião de...”. Parabéns pela iniciativa!
Alcione Moreno – São Paulo/SP.

Espíritas cubanos pedem livros
Escrevo da cidade cubana de Holguin, com o desejo de que todos, ao lerem esta mensagem, estejam bem.
Estamos apelando para a possibilidade de receber livros espíritas em espanhol.
Nossa direção: “Grupo de Estudio del Espiritismo la Luz del Porvenir – Apartado de correos 5 – Código postal 80100 – Holguin – Cuba”
Saudações fraternas.
Walter Pérez – Holguin, Cuba.