Igreja
em baixa, Papa em alta
Apesar de sua Igreja, por aqui, amargar
fortes índices de queda, Papa Francisco chega ao Brasil prestigiado por
multidões e com um discurso afinado com as mais importantes questões da atualidade.
Às vésperas da chegada do Papa Francisco ao Brasil para
participar da Jornada Mundial da Juventude (22 a 28 de julho último), o
Instituto Datafolha publicou resultados de pesquisa mostrando que o catolicismo
caiu ao menor nível da história no país.
Segundo a sondagem, feita no último mês de
junho, apenas 57% dos brasileiros maiores de 16 anos se declararam católicos. A
tendência de queda se acentua pesquisa após pesquisa. Há menos de 20 anos, em
1994, 75% dos brasileiros se declaravam católicos. O índice caiu para 64% em
2007, chegando, no ano da visita de Francisco, a pouco mais da metade da
população.
Confirmando dados do Censo de 2010, são os
segmentos evangélicos que mais atraem ovelhas do rebanho católico. A pesquisa
Datafolha apurou que 19% dos entrevistados são da ala pentecostal evangélica e
9% integram igrejas protestantes mais tradicionais. O espiritismo, tratado
sempre como uma religião nas pesquisas, mantém o mesmo índice da anterior: 3%
dos brasileiros afirmam serem seus adeptos.
O Papa
da esperança
Apesar do quadro nada otimista em relação à
sua Igreja que perde fiéis para outras denominações, o Papa Francisco encantou
os brasileiros com sua simplicidade, seu despojamento e, especialmente, por sua
inserção em relevantes questões sociais de nosso tempo. Sua programação privilegiou visitas a obras sociais e redutos
onde grassam a pobreza e carências nas áreas do saneamento, da educação e
saúde. Teve também um encontro com adolescentes infratores que cumprem medidas
socioeducativas.
No Santuário de Aparecida, onde celebrou
missa de abertura da Jornada, o Pontífice recebeu carinhosamente dirigentes de
outras religiões. Em sua homilia e em quase todos os pronunciamentos, evitou
questões teológicas, preferindo dar ênfase a valores universais e ações
humanitárias. Em cerimônia de inauguração de um centro para dependentes
químicos no Hospital São Francisco, bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, o Papa
enfatizou a importância da ajuda ao próximo, concitando todos a serem “portadores
da esperança”. Naquele ato, também, condenou vigorosamente o tráfico de
entorpecentes e tomou posição contra a legalização do uso de drogas, ao
afirmar: “Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias
partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a influência da dependência
química”. Dirigindo-se aos dependentes em tratamento, enfatizou: “Não deixem
que lhes roubem a esperança”.
Em visita à favela de Varginha, onde entrou
na casa de uma família, apelou às autoridades públicas, aos mais ricos e à
sociedade em geral para que não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo
e solidário. Novamente, concitou os jovens a terem esperança no fim da
corrupção e das injustiças: “Não deixem que se apague a esperança. A realidade
pode mudar. O homem pode mudar. Sejam vocês os primeiros a procurar o bem”,
disse.
Os
filhos de Francisco
Há um aparente contraste entre os índices de
queda do catolicismo e as entusiásticas manifestações das massas humanas,
especialmente de jovens, por onde passasse o Papa, na sua recente visita ao
Brasil. Poucos dias antes, a revista Veja (edição2331) comentava recente
pesquisa entre moças e rapazes de 16 a 24 anos analisando as causas da
debandada católica e atribuindo-a à “desconexão entre o que prega a Igreja e o
que querem e no que acreditam os jovens de hoje”. Na pesquisa, 68% disseram
aprovar o divórcio, 88% manifestaram-se a favor da pílula anticoncepcional e
97% do uso de preservativos. São posições que guardam sentido diametralmente oposto
ao reiterado magistério da Igreja Romana.
O que pensariam a respeito desses temas tão
atuais e já bem definidos no seio da sociedade moderna os “filhos de Francisco”
que o receberam de forma tão entusiasmada, e, em alguns momentos, com
manifestações só comparáveis àquelas prestadas a seus mais festejados popstars?
Claro que, no meio da multidão havia pessoas
inteiramente comprometidas com todos os ensinamentos da Igreja: Freirinhas
saídas diretamente de seus claustros e ascéticos monges que deixaram seus
mosteiros para participar dos ruidosos espetáculos de fé nas areias de
Copacabana. Por voto de obediência, por compromisso com a castidade, pela
radicalidade de sua fé, estes, sublimando mesmo os próprios apelos vitais,
abdicaram do direito de questionar ou agir de forma diversa àquela recomendada
por sua crença. Para eles, os cânones da Igreja se constituem em mananciais
únicos da verdade e da vida. Uma opção pessoal que merece respeito. Mas, afora
estes, os jovens participantes do evento estão suscetíveis a outras formas de
interlocução consigo mesmos e com o mundo que os cerca. Suas próprias
experiências pessoais, a vivência em núcleos familiares arejados, o contato com
formadores de opinião, educadores, pensadores ou trabalhadores comprometidos
com as causas sociais e políticas de nosso tempo, por certo lhes oferecem
outras visões, mais plurais e abrangentes que aquelas aprisionadas na dogmática
religiosa.
Esses jovens, em sua maioria, amanhã ou
depois já não estarão engajados na religião e nem a terão trocado por outra.
Assumirão a postura laica, característica da pós-modernidade. Mas, sem dúvida,
todos os que viram e ouviram Francisco terão levado consigo uma experiência
muito positiva dessa histórica experiência. O líder religioso a quem vieram
saudar é um homem sensível, carismático e bem intencionado. Adotou uma postura
condescendente com o pluralismo, voltada ao diálogo com a sociedade laica.
Desde sua investidura, tem se mostrado disposto a combater vícios e atitudes
criminosas dentro de sua própria Igreja, até aqui jogados para baixo do tapete.
É, tudo indica, um homem corajoso, justo, afinado com os mais elevados anseios
da sociedade contemporânea.
Por certo, assim o viram os milhares de
jovens no Rio e em Aparecida. E isso conjuga sua fé com esperança, a palavra
mais pronunciada por Francisco em sua visita. Esperança em um destino melhor
para todos, crentes ou não. Enfim, a crença nos dogmas pode estar em queda, mas
os valores humanos, alguns dos quais também compartilhados por pessoas de fé,
sempre estarão em alta, porque conquistas legítimas do Espírito, centelha
divina que alumia a vida. (A Redação).
A Terra é a morada da opinião – Pitágoras.
A princípio, ele se apresentou apenas como
“Opinião”. Com isso, o pequeno mensário cujo número 1 era publicado há exatos
19 anos não tinha nenhuma pretensão de trabalhar com verdades, mas,
simplesmente, com opiniões. Alguns anos depois, passou a se qualificar como
“CCEPA Opinião”. Com isso, deixava claro seu objetivo primordial: interpretar
ideias que se discutem, se elaboram e se busca consensualizar neste pequeno
núcleo de estudiosos do espiritismo, o Centro Cultural Espírita de Porto
Alegre.
O nascimento deste modesto periódico,
entretanto, coincidiu com uma das fases mais ricas da história desta quase
octagenária instituição. Naquele mesmo ano, 1994, o grupo decidia pela adesão à
Confederação Espírita Pan-Americana, um organismo internacional que, como nós,
guarda um perfil progressista, laico e livre-pensador, totalmente compatível
com o ideário de Allan Kardec.
Inserido que está o espiritismo, notadamente
no Brasil, em um enclave predominantemente, senão quase que exclusivamente,
religioso, não se desenhou fácil a tarefa de levar ao movimento espírita ideias
livre-pensadoras, laicas e progressistas. Já em nosso editorial de número 1,
destacávamos ser “uma das características mais marcantes da postura religiosa”,
a de rejeitar que temas de “estudo, reflexão, debate, questionamentos, teses
inovadoras, pesquisas, etc.” venham a invadir “o mundo sagrado e bem delimitado
de suas crenças religiosas”, porque estas estariam no âmbito exclusivo da
“revelação”. A visão livre-pensadora do espiritismo, naquele momento já
plenamente assumida pela CEPA que, como o CCEPA, entende inadequado classificar
o espiritismo como “religião”, era ainda compartilhada por poucas pessoas
dentro do movimento. Tratava-se, assim, de estabelecer com essas pessoas e com
muitas outras que, fora do movimento, comungavam com nossa visão, vínculos de
relacionamento. Este periódico contribuiu em boa medida com a busca dessas
aproximações e do intercâmbio. Na época, a Internet começava também a se
popularizar e, logo, se revelaria valiosíssima ferramenta para esse trabalho.
Afora isso, e graças à CEPA, passamos a participar ativamente de um rico
movimento de ideias progressistas espíritas, cultivadas por pessoas e
instituições sediadas nas Américas e na Europa.
Mesmo com o avanço da mídia eletrônica,
insistimos em manter o jornal no velho formato de papel, além de sua inserção
virtual. Até quando poderemos fazê-lo? Não sabemos. Os altos custos editoriais
e postais que, praticamente, consomem nossa receita social, poderão, no futuro,
inviabilizar esta publicação. Contamos com um discreto número de assinantes e
com a generosidade algumas pessoas anônimas que contribuem com o projeto.
Graças a isso, ele segue avante.
Ratificamos, aqui, outra ideia expressa em
nosso primeiro editorial: “Dessacralizar os temas por tanto tempo aprisionados
no mundo das religiões é a proposta revolucionária do espiritismo”. Buscamos ser fiéis a esse objetivo. Avançamos
um pouco nestes 19 anos, com uma mensagem hoje melhor compreendida por
espíritas e não espíritas, num mundo cada vez mais laico e, nem por isso,
divorciado da espiritualidade. Estamos dispostos a seguir em frente. Animam-nos
alguns sinais de que, ao ingressarmos em nosso ano 20, já tenhamos atravessado
os momentos mais difíceis dessa caminhada. Quem se der ao trabalho de reler
algumas de nossas primeiras edições, poderá aquilatar o quanto de
incompreensões e agruras tivemos de enfrentar nesta jornada que mal cumpriu sua
primeira etapa.
Avançamos um pouco nestes 19 anos, com uma
mensagem melhor compreendida por espíritas e não espíritas.
A
matéria plástica
Pertenço à geração que assistiu ao nascimento
e apogeu do plástico, e, agora, não acha jeito de se libertar dele. Ele está em
quase tudo que portamos e utilizamos, em forma de roupas, calçados, utilidades
domésticas e industriais e, principalmente, em embalagens. Quem não viveu a
época de minha infância talvez não saiba que a vida, antes da “matéria
plástica” – assim a gente a chamava no
início de sua revolucionária utilização -, era muito diferente. De minha
meninice, recordo, por exemplo, que quando era mandado ao açougue, davam-me um
gancho no qual seria pendurado o naco de carne que lavaria para casa (Um dia,
retornei com alguns gramas a menos do pedaço comprado, abocanhado que foi por
um cachorro de rua). Nos armazéns de secos e molhados, em vez das sacolas
plásticas de hoje, os mantimentos eram acondicionados em sacos de papel pardo,
cuidadosamente confeccionados ali mesmo e colados com goma arábica.
Se cada
um fizer sua parte
Lembrei-me disso quando, ao atravessar uma
rua, um senhor de idade aproximada à minha, curvou-se para recolher uma sacola
plástica, atirada ali no canteiro central da avenida, depositando-a numa
lixeira da calçada. Centenas de pessoas, e, talvez, eu próprio, já haviam
pisado no material ali irresponsavelmente jogado, sem se dar ao mesmo trabalho.
Como todos nós, cidadãos razoavelmente informados, aquele homem devia saber que
a charmosa matéria plástica de sua infância é, hoje, uma das grandes
responsáveis pela poluição de nossos rios e oceanos. Toneladas dela estão
depositadas nos fundos dos mares e dos rios, onde degradarão o meio ambiente
para sempre, pois que insolúveis na água. Naturalmente, meu desconhecido
contemporâneo também há de ter consciência de que a simples retirada de uns
poucos gramas de polietileno da rua não alterará o dramático quadro da poluição
mundial. Mesmo assim, preferiu agir como o beija-flor da lenda: diante do
incêndio da floresta onde vivia com muitos outros animais, a avezinha pôs-se a
levar em seu bico gotinhas de água retiradas do rio para apagar o fogo. Da
mesma forma como o passarinho respondeu ao leão, nosso amigo teria dito a quem
o alertasse da aparente inutilidade de sua ação: “Fiz a minha parte”.
Protesto
e transformação
Em tempos de tantas e tão justas gritas, de
passeatas e protestos motivados por sinceros desejos de mudanças, não é demais
recordar que a avalanche de problemas políticos e sociais cuja solução é
exigida também deriva de uma clara poluição de nosso agir ético como cidadãos e
coletividade. Não é que sejamos hoje moralmente mais atrasados que ontem.
Nunca, como na atualidade, fomos tão conscientes da necessidade de uma vida
moralmente digna, saudável e honesta. Nossos ordenamentos jurídicos, em
contínua transformação, provam isso. A complexidade da vida exige, hoje,
rápidas mudanças diante de desafios ontem inexistentes. Talvez já não sejamos capazes de, como
indivíduos, acompanhar a rapidez com que se desenham e ganham forma as grandes
aspirações coletivas de nosso tempo. Por isso, reclamamos de quem detém o
poder. E, no exercício do justo direito
de reclamar, esquecemos ou desleixamos de nossas responsabilidades pessoais no
processo de mudança.
Seja
você a mudança
Mahatma Ghandi esculpiu esta genial sentença:
“Seja você a mudança que deseja para o mundo”. A grande reforma que todos
estamos a desejar é moral. Depois de extraordinários progressos científicos e
institucionais que marcaram o último século, após a conquista das liberdades
sociais e individuais, com a consolidação da democracia e da relativa paz
mundial, o grande desafio, hoje, está no campo da ética. E esse apelo,
diferentemente do que pregavam as religiões que apontavam para a renúncia da
felicidade e o sofrido recolhimento, parte, justamente, dos anseios coletivos
em prol de um mundo mais feliz. A alma coletiva de todos os povos
institucionalmente desenvolvidos plasma modelos ideais que são permanente
convite a que, individualmente, façamos por merecer as sonhadas transformações.
O homem que recolheu do canteiro a sacola
plástica sabe disso.
Apreciações
sobre a Normose
Vinicius Lousada, Educador e pesquisador,
editor do
blog www.saberesdoespirito.blogspot.com .
Estabelecer técnicas e ética de comportamento
psicológico assentadas na experiência com alguns biótipos é conspirar contra a
saúde emocional, porquanto os valores que a uns preenchem as carências, para
outros, passam sem qualquer significativa emoção. – Joanna de Ângelis¹
No campo dos estudos orientados pelo
paradigma holista – que procura compreender ao mesmo tempo o todo e as partes
da realidade – nas últimas décadas, um conceito sobre o caráter patológico da
adesão cega de indivíduos a uma concepção hegemônica de normalidade, causadora
de sofrimento, passou a ser elaborado por alguns pensadores de forma sincrônica
(simultaneamente ou não, sem nexo causal comum), trata-se do termo normose.
A normose pode ser compreendida como uma gama
de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir,
aprovados consensualmente por um grupo social, provocando sofrimento, doença ou
morte. “Em outras palavras é algo patogênico e letal, executado sem que seus
autores e seus atores tenham consciência de sua natureza patológica.”2
A característica marcante da normose é a reprodução
comportamental de normas sociais e valores negativos de modo automático e
inconsciente. O normótico ignora essa enfermidade moral e crê piamente que quem
não se enquadra no conjunto da coletividade nos padrões pré-estabelecidos,
mesmo que sejam absurdos, é anormal e infeliz.
Entretanto, o normótico vive de modo
inautêntico. Seu jeito de ser e estar no mundo e com os outros é escravizado
pelo que reza o grupo que pertence ou por aquilo que a mídia apregoa,
permitindo-se ser docilmente norteado pela lógica do consumismo e pela ilusão
do fundamentalismo materialista ou espiritualista ofertado.
A pessoa normótica não tem pensamento,
opinião e gosto próprio, segue o “rebanho”, faz como todo mundo faz ou ao menos
tenta. Quando não consegue ser igualzinha aos outros se frustra e passa a viver
ansiosa em suas tentativas de ser apenas mais uma engrenagem ajustada ao
mecanismo da sociedade, entregando-se a uma vida pouco reflexiva e nada
criativa.
O problema não é procurar seguir num
pensamento e conduta reta, mas, sim, em ser sal insípido3, conforme nos
alertava Jesus, deixando de fazer a diferença quando o propósito mais amplo da
existência é multiplicar os talentos que somos portadores, superando as emoções
que causam do sofrimento, numa conviviabilidade pautada no bem.
A normose é uma normalidade doentia e se
diferencia da normalidade saudável porque ela impede o sujeito de ser mais, é
um interdito externo assumido internamente, psicologicamente.
Podemos aproximá-la do conceito de
auto-obsessão segundo a escritora espírita Suely Schubert4 onde, no
comportamento normótico, o indivíduo é obsessor de si mesmo, impondo-se uma ideia
fixa, um comportamento cristalizado, optando por viver num círculo vicioso que
é necrófilo em suas consequências.
Manifestada de maneira geral ou em suas
versões específicas, estudadas por especialistas no tema, a normose provoca a
atitude invejosa, a baixa autoestima, a ansiedade e outros tantos transtornos
psicológicos.
A principal ferramenta profilática que temos
é o conhecimento de si mesmo que leva à lucidez mental e ao refinamento do
livre-arbítrio, de tal forma que o sujeito que se conhece pode ter um olhar
mais acurado das possibilidades criativas de que é portador.
No campo da crença cabe o cultivo da
liberdade de pensar que significa na definição kardeciana “livre exame,
liberdade de consciência, fé raciocinada. Simboliza a emancipação intelectual,
a independência moral, complemento da independência física.”5 O hábito de pensar livremente edifica a
autonomia espiritual do indivíduo.
Nesse sentido, aquele que pensa livremente
não se permite escravizar pelo pensamento alheio, pois, assume uma posição
crítica, uma atitude filosófica no seu cotidiano e previne-se contra o
automatismo nas ações.
Aliás, essa parece ser a questão central de
nossa busca espiritual: assumir-se instituindo um significado maior ao que
fazemos todos os dias, nas diversas áreas em que produzimos a nossa existência.
Somos seres transcendentes com sede de
espiritualidade, não de uma espiritualidade rasa, presa a ritos e dogmas
ininteligíveis (normose religiosa), mas de um nível mais profundo de realidade
em que, como lembra o filósofo Mário Cortella6, passamos ver as coisas que fazemos não como
um fim em si mesmas, mas, com razões para além do plano imediato.
1 NOVAES, Adenauer. Mito Pessoal e Destino Humano. Salvador: Fundação Lar Harmonia,
2005, p. 69
2 WEIL, Pierre. Normose: a patologia da normalidade. Pierre Weill, Jean-Yves
Leloup, Roberto Crema. Campinas, SP: Verus Editora, 2003, p. 22.
3 Mateus 5:13.
4 SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão/desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas. 16a ed.
Rio de Janeiro: FEB, 2004.
5 Revista Espírita, fevereiro de 1867 -
Livre-Pensamento e Livre-Consciência.
6 CORTELLA, Mário Sérgio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão,
liderança e ética.3.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 13.
Um bom
livro sobre Leis Morais
A Editora EME está lançando mais uma obra do
jurista e escritor paranaense José
Lázaro Boberg que tem se destacado como autor de importantes livros que
fazem a conexão entre questões filosóficas e de Direito com a Doutrina
Espírita. Entre suas obras, nessa área, destacam-se “Código Penal dos
Espíritos” e “Leis de Deus, Eternas e Imutáveis”.
O novo livro de Boberg tem por título “Da
Moral Social às Leis Morais” e seu lançamento, na cidade do autor,
Jacarezinho/PR, se dará no Centro Espírita “João Batista”, às 20h do dia 24
deste mês de agosto.
Convidado para prefaciar “Da Moral Social às
Leis Morais”, Milton Medran Moreira
destacou: “Poucos autores fizeram interpretações assim tão ricas em torno,
justamente, do aspecto mais revolucionário do espiritismo, aquele que enseja a
aplicação prática do conhecimento como fator de transformação pessoal e
coletiva”, acrescentando: “Pode-se mesmo afirmar que nenhum autor, antes de
José Lázaro Boberg, analisou de forma tão sistemática e detalhada, cada uma das
dez leis morais arroladas e comentadas na 3ª parte de O Livro dos Espíritos”.
O novo livro de Boberg poderá ser ótima fonte
de consulta para grupos de estudos que desejem aprofundar o conhecimento das
leis morais à luz do espiritismo.
A
Editora EME atende pedidos pelo site www.editoraeme.com.br
ou
vendas@editoraeme.com.br .
Conferências
no CCEPA
Na tarde do dia 21 de agosto, como em todas
as quartas-feiras, haverá palestra pública no Centro Cultural Espírita de Porto
Alegre. O tema a ser desenvolvido pela psicóloga Maria da Graça Serpam (foto) será: “Obsessão e Transtornos Mentais”, às
15h.
O mesmo tema, com Maria da Graça, será abordado
na primeira segunda-feira de setembro, dia 2, às 20h30, no auditório da Rua
Botafogo 678. Entrada franca.
Lançamento
do ESDE em 1978
Acabo
de ler Opinião n.209, com a
reportagem de capa “O ESDE socializou o estudo das obras básicas”, lembrando as
ações de vocês no ano de 1978.
Lembrei-me,
então, que, nessa ocasião eu presidia o Departamento de Mocidades do 1º C.R.E.
(Conselho Regional Espírita da USE). Na época, apenas se iniciava o processo de
redemocratização do Brasil. Em 1976 e 1977, os estudantes de São Paulo foram
para as ruas pela primeira vez após a Ditadura Militar. E nós nos rebelávamos
contra as tentativas de nos tutelarem ideologicamente. Tínhamos como um absurdo
e uma forma de intervenção na autonomia juvenil.
Por
que lembrar disso? Porque o desenvolvimento do Movimento Espírita segue
paralelo ao desenvolvimento da sociedade na qual está inserido.
Paulo Cesar Fernandes – Santos,
SP - pcfernandes1951@bol.com.br -
www.portalfernandes.blogspot.com - www.pourkardec.blogspot.com
Longevidade
O
assunto enfocado na coluna Opinião em Tópicos de julho é muito interessante.
Porém, a vida física eterna é e sempre será impossível. Desde a publicação de O
Livro dos Espíritos e de outras obras básicas, no Século XIX, ficou exposto
logicamente e de forma muito clara, que o ser humano jamais irá controlar e
criar, pois que o Espírito, que somos nós mesmos, foi criação de Deus, a
inteligência suprema. Com certeza, a longevidade aumentará, mas o homem jamais
terá o controle total sobre isso, apenas Deus “a inteligência suprema e causa
primária de todas as coisas”, segundo a questão n.1 de O Livro dos Espíritos.
Alberto
Silva Morais Neto – Araraquara/SP
(Em Espiritbook- Rede
Social Espiritualista, na Internet).
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